
Imagem se satélite do bairro da Barra, em Alcobaça-Bahia. Foto: Google Earth. Clique na imagem para ampliar
www.Alcobaca-Bahia.net
Registro pioneiro da história de famílias que ajudaram a construir o Extremo Sul da Bahia, em 4 volumes: Medeiros, Almeida, Muniz e Trancoso. Lançamento em fevereiro de 2012!
Em dezembro de 2010, Alcobaça ganhou um livro que registra pela primeira vez de forma sistemática os fatos e personagens mais importantes de sua história antiga. Clique na imagem para saber mais...

Já comprou o seu exemplar do livro História de Alcobaça-Bahia (1772-1958)?
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Lançamento da 2ª edição em FEVEREIRO DE 2012:Está à venda o livro O clã Muniz de Caravelas e Alcobaça. Trata-se de uma obra de 288 páginas que resgata e documenta a história de mais de 220 anos e 9 gerações de um dos mais antigos e tradicionais clãs de fazendeiros e políticos do extremo sul da Bahia. É a terceira obra de uma série que é fruto de uma pesquisa histórica e genealógica realizada ao longo dos últimos 10 anos, com base em registros históricos de três séculos e muitas entrevistas. O livro pode ser adquirido em qualquer lugar do mundo, mas somente pela internet, em um site do Brasil (com entrega nacional) e um site dos Estados Unidos (com entrega mundial).
Aguarde!
Título: O clã Muniz de Caravelas e Alcobaça
Autor: Fabio M. Said
Editora: edição do autor
Edição: 1a. (2010), brochura, 14,8x21cm, 288 páginas
ISBN: 978-85-910098-3-1
Sinopse: O português João Muniz Cordeiro, patriarca do “clã” dos Muniz de Caravelas e Alcobaça, veio da Ilha de São Miguel, Açores, para o extremo sul da Bahia na década de 1780. Seus descendentes, que no séc. XIX se dividiram em grandes ramos (Muniz de Almeida, Gitahy, Graúna e Muniz de Oliveira), floresceram como donos de engenhos como Serraria, Olaria, Taquari, Palhar, São Gonçalo, Alquidares, Santa Luzia, Estiva, Corcovado e Jerusalém Celeste. Com intricadas ligações matrimoniais internas (casamentos entre primos) e externas (com outros antigos clãs da região), os Muniz garantiram lugar na tradição local. Pertenceram ao clã diversos prefeitos do extremo sul baiano, entre eles José André da Cruz (Caravelas, 1948), Jayme Jeronymo de Oliveira (Prado, 1951) e Manoel Euclides de Medeiros (Alcobaça, 1957). Este livro, fruto de 10 anos de pesquisas, contém mais de 2 mil minibiografias de 9 gerações do clã, além de álbuns de família, árvores genealógicas e documentos. Com rigor documental e entretenimento, esta obra interessa não só a membros do clã, como também a estudiosos de genealogia e história e a qualquer pessoa em busca de uma suculenta saga familiar
| Site brasileiro: | Site americano: |
| "Orelhas" impedindo que a capa se encurve com o uso: orelha da capa com descrição do livro, orelha da quarta capa com biografia do autor | Sem "orelhas", podendo fazer com que a capa do livro se encurve com o tempo de manuseio |
| Capa: papel com laminação fosca e gramatura 300g/m² | Capa: papel com laminação brilhante e gramatura 270g/m² |
| Quarta capa: não inclui foto do autor, mas apenas um breve resumo do livro | Quarta capa: inclui foto e biografia do autor e breve resumo do livro |
| Miolo: papel branco, com gramatura de 75g/m² | Miolo: papel branco, gramatura de 90g/m² |
| Frete: para todo o Brasil, pelo sistema eSedex ou Pac (opção automática conforme o local de entrega) - ATENÇÃO: quem mora em São Paulo ou Salvador tem a opção de retirar o livro direto na gráfica sem pagar o frete | Frete: para todo o mundo, com 3 opções livres (a melhor opção é a com entrega garantida) |
| Preço: livro DIGITAL R$ 20,00; livro IMPRESSO R$ 47,00 + frete (para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte: cerca de R$ 7; Brasília: cerca de R$ 11; Salvador: cerca de R$ 12; Alcobaça/Caravelas: cerca de R$ 14) - ATENÇÃO: quem mora em São Paulo ou Salvador tem a opção de retirar o livro direto na gráfica sem pagar o frete | Preço: livro IMPRESSO US$ 18.00 + frete (dos Estados Unidos para qualquer lugar do mundo, com valores dependendo de diversos fatores; para o Brasil, o frete de 1 exemplar custa a partir de 12 dólares) |
| Forma de pagamento: cartão de crédito ou boleto bancário | Forma de pagamento: cartão de crédito internacional ou PayPal |
| Clique aqui para comprar no site brasileiro | Clique aqui para comprar no site americano |
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Título: O clã Muniz de Caravelas e Alcobaça
Autor: Fabio M. Said
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Edição: 1a (2010), brochura, 14,8x21cm, 288 páginas
ISBN: 978-85-910098-3-1
Sinopse: O português João Muniz Cordeiro, patriarca do “clã” dos Muniz de Caravelas e Alcobaça, veio da Ilha de São Miguel, Açores, para o extremo sul da Bahia na década de 1780. Seus descendentes, que no séc. XIX se dividiram em grandes ramos (Muniz de Almeida, Gitahy, Graúna e Muniz de Oliveira), floresceram como donos de engenhos como Serraria, Olaria, Taquari, Palhar, São Gonçalo, Alquidares, Santa Luzia, Estiva, Corcovado e Jerusalém Celeste. Com intricadas ligações matrimoniais internas (casamentos entre primos) e externas (com outros antigos clãs da região), os Muniz garantiram lugar na tradição local. Pertenceram ao clã diversos prefeitos do extremo sul baiano, entre eles José André da Cruz (Caravelas, 1948), Jayme Jeronymo de Oliveira (Prado, 1951) e Manoel Euclides de Medeiros (Alcobaça, 1957). Este livro, fruto de 10 anos de pesquisas, contém mais de 2 mil minibiografias de 9 gerações do clã, além de álbuns de família, árvores genealógicas e documentos. Com rigor documental e entretenimento, esta obra interessa não só a membros do clã, como também a estudiosos de genealogia e história e a qualquer pessoa em busca de uma suculenta saga familiar.

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Aos sete dias do mês de fevereiro de mil oitocentos e cinquenta e oito, nesta Freguesia de Santo Antônio da cidade de Caravelas, sendo eu chamado por José Muniz Cordeiro Gitahy para casar uma sua filha em sua casa, dali fui levado para casa do Dr. José Cândido de Freitas Albuquerque [noivo], onde presente se achava a filha do dito José Muniz, Dona Ernestina Elvira da Silva Muniz. Perguntando eu ao dito Doutor se casava por seu gosto, respondeu que o fazia coato [à força]; então, ponderei-lhe que, nesse caso, eu não faria esse sacramento, e, querendo retirar-me, ele mandou que me sentasse por um pouco; e, ouvindo a petição que nessa ocasião fizeram os parentes e mais circunstantes que presentes se achavam, deliberou finalmente a casar-se, e então chamou-me por três vezes para o receber em casamento, o que fizeram a esse tempo por livre vontade e sem constrangimento, escolhendo ele por padrinho a Fortunato Pereira de Oliveira e ela, o capitão Licínio da Silva Guimarães Lessa. E logo lhe dei as bênçãos etc.
[assinado:] O Vigário Norberto da Costa e Souza.
[anotado à margem:] Declaro que foi julgado nulo este casamento por sentença da Relação Eclesiástica da Bahia. Caravelas, seis de junho de mil oitocentos e sessenta e três.
[assinado:] Padre Costa.

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"Brasileiros procuram qualquer motivo para fazer festa"
Desde meus dias na função de coroinha na paróquia de Alcobaça-Bahia, sonhava com a possibilidade de conhecer a Terras Santas e a cidade, casa, e outros lugares onde viveu São Bernardo, nosso padroeiro.
No dia 9 de agosto parti em minha primeira viagem à Espanha e Portugal tendo como objetivo principal conhecer a cidade de Alcobaça e seu mosteiro.
No dia 19 de agosto, vi o primeiro anúncio na estrada indicando que nos estávamos a alguns quilômetros de Alcobaça.
Um alcobacense em Alcobaça de Portugal. Foto: Carlos dos Santos.
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No fim da tarde daquele mesmo dia, cheguei no centro de Alcobaça, na praça principal em frente ao mosteiro e fiquei impressionado pela arquitetura exterior. Fui informado que suas portas estariam fechadas até o dia seguinte. Aproveitei a ocasião para tomar algumas fotos e jantar em um dos restaurantes em volta da praça. Apresentei-me como alcobacense brasileiro à procura dos caminhos de São Bernardo. Logo fiquei sabendo que São Bernardo é conhecido localmente por frei Bernardo. Entrei numa loja de artigos religiosos a procura de uma imagem de São Bernardo igual à nossa da Bahia e lá só encontrei uma pequena imagem de porcelana do frei Bernardo feita por um artesão muito conhecido localmente.
Um alcobacense em Alcobaça de Portugal. Foto: Carlos dos Santos.
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No dia seguinte, voltei um pouco mais informado sobre o mosteiro pois já havia visitado um dos três mosteiros fundados na mesma época naquela região. Ao chegar em Alcobaça, logo notei que nada de especial estaria acontecendo naquele mosteiro no dia de São Bernardo. A cidade organizava, dia 20, 21, 22 de agosto, como todos os anos, a Feira de Alcobaça, a dois quilômetros da igreja.
Naquela manhã, fiquei sabendo que o Mosteiro de Santa Maria, mais conhecido como Mosteiro de Alcobaça, resultou de uma maneira encontrada pelo Rei D. Afonso Henriques de agradecer à Virgem Maria por lhe haver ajudado a conquistar a Vila de Santarém, no ano de 1153, até então pertencente aos mouros. Também foi uma maneira encontrada pelo primeiro Rei de Portugal de assegurar seu reinado, ganhando a proteção e bênção papal.
Além dos motivos políticos e religiosos, doando as terras a uma Ordem religiosa como os Cistercienses, garantia o desenvolvimento da atividade agrícola e pecuária e da criação de um novo povoado cristão.
D. Bernardo de Claraval ou de La Fontaine era primo de D. Afonso e Abade da Ordem que tinha uma boa reputação nas atividades acima mencionadas. Nada melhor para o rei que passar aquele pedaço de terra para seu primo D. Bernardo. D. Bernardo veio até o local onde hoje se encontra o mosteiro para receber os documentos e logo voltou para França, onde viveu até 1153, ano que foi fundado o mosteiro.
A simplicidade no interior do mosteiro reflete a palavras de São Bernardo: “Ó vaidade das vaidades, quanto mais loucura e vaidade nas igrejas cintilam por todo o lado, mais os pobres têm fome!”
Um alcobacense em Alcobaça de Portugal. Foto: Carlos dos Santos.
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Com toda a sua simplicidade o mosteiro é reconhecido como Patrimônio Mundial da humanidade tombado pela UNESCO. Dentro de uma de seus claustros se encontram os túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro. Segundo os historiadores, D. Pedro era casado mas tinha uma grande afeição por D. Inês. Com a morte prematura de sua esposa, D. Pedro revelou seu amor em público por D. Inês. Na ausência de D. Pedro, seu pai condenou D. Inês e a sacrificou. Na volta de D. Pedro, ao saber a notícia, ficou irado, desenterrou sua amada, vestiu-lhe como rainha e obrigou todos seus súditos a beijar-lhe a mão. [A morte de D. Inês deu origem à expressão "Agora é tarde, Inês é morta", muito comum no Brasil]
Hoje, os túmulos de D. Pedro e D. Inês se encontram em posição que lhes permitir que, ao serem despertados no dia do juízo, se vejam e se abracem.
Ao visitar a Feira de Alcobaça no final da trade do dia 20, falei com alguns portugueses sobre meu São Bernardo e minha Alcobaça brasileira e a festa que lá se fazia em honra de São Bernardo. Diante de tais declarações, alguns deles responderam: ”Vocês brasileiros procuram qualquer motivo para fazer festa”. E com razão.
Links:
Quer ver fotos que outro alcobacense fez em Alcobaça de Portugal? Clique aqui.
Quer ver um vídeo que mostra imagens de uma viagem via satélite de Alcobaça de Portugal a Alcobaça do Brasil? Clique aqui.
Quer ver tudo que já foi publicado aqui no blog sobre a Alcobaça portuguesa? Clique aqui.
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