• Coleção Antigos Clãs de Alcobaça

    COLEÇÃO ANTIGOS CLÃS DE ALCOBAÇA

    Registro pioneiro da história de famílias que ajudaram a construir o Extremo Sul da Bahia, em 4 volumes: Medeiros, Almeida, Muniz e Trancoso. Lançamento em fevereiro de 2012!

  • Livro sobre a história de Alcobaça

    A HISTÓRIA DE ALCOBAÇA EM LIVRO PIONEIRO

    Em dezembro de 2010, Alcobaça ganhou um livro que registra pela primeira vez de forma sistemática os fatos e personagens mais importantes de sua história antiga. Clique na imagem para saber mais...

O marujo - uma história dos velhos tempos da pescaria de Alcobaça

Fabio Data: 31.7.10


Pescadores em Alcobaça. Foto de autor desconhecido. Clique para ampliar.

(Texto de Carlos Roberto dos Santos, do Canadá, enviado especialmente pelo autor ao Diário de Alcobaça)

Bem que marujo não era seu nome e nem o título lhe garantia uma vaga na Marujada de São Benedito, organizada todos os anos por dona Quina. Ele era marujo, pois era assim que eram chamados aqueles que faziam parte dos 10 a 12 pescadores da turma de Godão, Antonio Felipe, Zeloso. Antes deles, como por tradição, tinha as turmas de seu Crispim, seu Buar e antes de seu Crispim e seu Buar havia seu Fabio, pai de Buar, marido de dona Quina e como os demais, era proprietário de uma "rede de arrastão", como assim nós a chamávamos.

A pescaria de arrastão ao longo das praias de Alcobaça, dos Coqueiros, do Farol, da Mangabeira, no Zelóris fazia parte da tradição que se repetia dia após dia e ano após ano até a chegada da nova tecnologia do barco a motores.

O marujo me conta seu passado e suas aventuras dessa maneira:

Eu me lembro como fosse ontem, a gente não fazia muito dinheiro mais a gente era feliz. Nós morava numa casa com as paredes de estuco e coberta de palha de sando. Fui eu mesmo e a falecida que construiu, mais dois ou três anos depois pegou fogo. Eu acho que seu Bráulio era prefeito na ocasião. Era sim, pois logo depois o cumpade Bráulio, que Deus o tenha em bom lugar, ajudou a todos que tiveram a casa queimada a construir uma de tijolo. Gente! Mas pego fogo em tudo por ali. A gente tinha nossa casa numa rua ao norte de onde é a rua 15 de novembro. Mais assim pro lado da praia.

Nesse tempo eu pescava com compadre Buar. Homi bom demais. Nunca nos tentou passar pra trás. Dividia o peixe direitinho e tinha gente que tinha inté inveja da gente. Pois São Bernardo era muito bom para todos nós e pro compadre Buar também

O galo cantava pela terceira vez e eu já me levantava esperando alguém dar um sinal assoviando mais ou menos assim. Aí, eu pegava meu cesto e já ia me encontrar com o resto da turma e dali continuava passando por outras casas e dando o mesmo sinal e já aparecia outro marujo. Assim juntos, gozando da cara de um do outro, a gente ia pra praia. Ninguém precisava dizer a ninguém o que fazer. Primeira coisa a fazer era tirar a rede do varar e por dentro da canoa. Depois a gente colocava os remos nos seus lugares e já ia a gente pondo a tabuas e o rolo para deslisar a canoa até o mar. Este trabalho era meio barulhento pois a gente tinha que bater aqui, bater ali no rolo pra alinhar pra ele não sair de baixo da canoa.

A saída da canoa era a parte mais difícil, a gente tinha que esperar o compadre Buar dar o grito de “Vamos com Deus!”

Quatro marujos entravam na canoa e começava a remar e compadre Buar ali na proa de pé e controlando a bichinha. Quer dizer a canoa, até a gente passar a linha onde as ondas subiam. Os outros marujos iam caminhado seguindo a canoa até mais ou menos os coqueiros. Lá eu entrava no mar e ia até onde as ondas estavam quebrando pra pegar a ponta da corda que era lançada pelo marujo encarregado de jogar a rede no mar.

Eu ia puxando o cabo devagarinho e assim que a canoa jogasse toda rede e voltasse pra terra, a gente começava a puxar.

A gente lançava três ou quatro vezes por dia. Normalmentea a gente voltava pra cidade antes do almoço. Aqui mesmo, onde estou sentado, lá encima era o varal e a palhoça onde Compadre Buar mantinha sua rede e canoa. A gente tirava todo peixe da canoa e esperava o resto da turma chegar com o resto. Aí compadre Buar divida tudo direitinho. Depois, pra ninguém dizer que ele gostava mais de um que de outro ou que dava mais peixe e camarão pra um que pra outro, ele, como de costume, escrevia um número em cada folhinha dessa aqui que tenho na mão. Cada um pegava sua folhinha e ia ver qual era o quinhão que ia levar para casa. Se tivesse peixe grande e fosse vendido inteiro, o dinheiro era divido também.

Rapaz, naquele tempo tinha peixe demais. A gente às vezes ficava com a rede estacada, quer dizer sem puder trazer pra terra de tanto griamâs. Uma vez nós enchemos cinco cestos de samucanga.

Quando o tempo tava chuvoso a gente ia assim mesmo. A gente só não ia quando dava aquele vento sul retado. Aí ninguém ia pescar. Mas tarde o pessoal aprendeu a ir por arrastão no rio pra pegar robalo ou camuriaçu.

Você já ouviu falar de mero e canapu de três metros: a gente pegava. Aquilo às vezes era fêmea e só os ovos dava pra encher duas latas de querosene.

Na parte da tarde a gente descansava, fazendo outras coisas. Buscando lenha, remendando rede e até às vezes eu pegava umas iscas, uma vara de pesca e voltava até o farol pra pescar outra vez.

Quando o vento tava bom e São Bernardo ajudava, eu voltava com duas curvinhas, dois bagres, alguns lawê e uma galha preta. Teve uma vez que voltei pra casa com cinco calafates gordos deste tamanho! Já peguei, sem contar mentira, um cação martelo. Rapaz, aquilo me deu um trabalho, Eu ficava correndo de uma lado para ou outro da praia só guentando a linha com medo dela estourar. Mais ele se cansou e eu o comi. Ele tinha mais ou um metro e meio.

Hoje, ninguém pega nada aqui na beira da praia. Nem no rio que tava assim de robalo hoje é um milagre quando alguém pega um.

Você já ouviu aquela música daquela menina Gal Costa. Aquela que diz assim: “Purificar o Subaé e mandar os malditos embora...” Eu acho que ela devia mudar o nome Subaé e dizer Itanhém. Pois é menino a gente era feliz. Vivia na simplicidade, isso aqui era um família Eu não quero que meus netos sejam pescadores como meus filhos são. Não Senhor.

O Barão de Almeida Galeão

Fabio Data: 30.7.10

O clã dos Almeida de Caravelas e Alcobaça teve muitos membros bem-sucedidos nos mundos da política, do direito, da medicina etc. Mas talvez um dos personagens mais curiosos foi o Barão de Almeida Galeão (1834-1922), o único nobre comprovado do clã Almeida.

O Barão de Almeida Galeão nasceu com o nome de Manoel Caetano de Almeida Galeão no dia 26 de agosto de 1834, em Salvador, filho de Caetano Vicente de Almeida Galeão (1800-1866) e de dona Maria José de Almeida (1804-1869). Seus pais eram primos carnais e foram criados pelo tio deles, em Salvador. A mãe, Maria José, era filha de Caetano Vicente de Almeida, que foi capitão-mor de Caravelas na década de 1810; enquanto seus pais se mudaram para Caravelas, a menina Maria José ficou em Salvador, onde foi criada pelo tio Francisco Caetano de Almeida, e se casou com o primo Caetano Vicente de Almeida Galeão, com quem teve pelo menos oito filhos, entre eles Manoel Caetano de Almeida Galeão, futuro Barão de Almeida Galeão.

Manoel Caetano formou-se em direito e foi funcionário público federal durante toda a sua vida. Ao se aposentar, foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II com o título de "Barão de Almeida Galeão", homologado no dia 28 de setembro de 1882. Certamente, na concessão do título de barão, pesou muito o fato de a família Galeão ter tido títulos nobres em Portugal. O avô e o tio do Barão de Almeida Galeão tinham carta de brasão que lhes dava o título de "Fidalgo-Cavaleiro", além de outras distinções que tornavam sua família muito conceituada na sociedade portuguesa e brasileira do final do século XVIII.

O barão casou-se em Salvador, no dia 3 de outubro de 1863, com dona Maria da Glória Pereira Franco, filha de Antonio Pereira Franco e Teresa de Jesus Virgínia dos Humildes, nascida em Salvador em 15 de agosto de 1828 e falecida na mesma cidade em 8 de outubro de 1888. Desse casamento não houve descendentes. No estado de viúvo, Manoel Caetano gerou com Maria Engrácia, cozinheira de sua casa, três filhos que legitimou mais tarde:

1) Adélia de Almeida Galeão, casada com Ulysses Carneiro Ribeiro, funcionário dos Correios da Bahia,

2) Álvaro de Almeida Galeão, casado com Dejanira Gecent, com vários filhos.

3) Maria da Glória de Almeida Galeão.

Vale notar que o título de barão foi revogado oficialmente em 1889, com a proclamação da república, que extinguiu a monarquia e, por extensão, a nobreza. Mas os titulados receberam autorização para usar seus títulos informalmente, sem qualquer regalia oficial do Estado. Esse título, aliás, não passou para os filhos e netos do barão: no Império do Brasil, o título de barão, assim como todos os demais títulos de nobreza brasileiros, não era hereditário - ou seja, não passava de pai para filho e extinguia-se com a morte do titular.

O Barão de Almeida Galeão faleceu em 23 de maio de 1922. Seus restos mortais estão no jazigo perpétuo da família Almeida Galeão, localizado no ossuário da Igreja da Piedade, em Salvador (Quadra São João Batista, número 26).

Veja abaixo a anotação sobre o falecimento do barão no Livro de Família mantido pela família Almeida Galeão:


Livro de Família dos Almeida Galeão (Clique para ampliar)

Se você quiser conhecer mais sobre a família do Barão de Almeida Galeão, seus antepassados e descendentes, adquira o livro O clã Almeida de Caravelas e Alcobaça, que conta a história de mais de 300 anos dos Almeida, desde Lisboa, passando por Salvador, até Caravelas e Alcobaça. O livro contém uma árvore genealógica do barão, um relato sobre a vida do barão e muitos outros dados. Mais detalhes sobre o livro: clique aqui.

Procissão de São Bernardo de 2009, em Alcobaça

Fabio Data: 25.7.10

Com a proximidade dos festejos de São Bernardo, padroeiro de Alcobaça, chegou a hora de rever alguns momentos da festa de São Bernardo do ano passado. O alcobacense Jorge Júnior fez ótimos registros da procissão do padroeiro e autorizou a publicação das imagens abaixo:


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)


Procissão de São Bernardo em 2009. Foto: Jorge Júnior. (Clique para ampliar)

Resultado de enquete: Qual a idade dos visitantes do blog?

Fabio Data: 22.7.10


Resultado de pesquisa de opinião.

Nas últimas semanas foi realizada aqui no blog uma pesquisa que fez aos visitantes a seguinte pergunta:

Qual a sua idade?

Foram recebidas respostas de 101 visitantes do blog, que responderam da seguinte maneira:

Entre 11 e 20 anos: 21 (20%)
Entre 21 e 30 anos: 21 (20%)
Entre 51 e 60 anos: 19 (18%)
Entre 31 e 40 anos: 17 (16%)
Entre 41 e 50 anos: 15 (14%)
Mais de 60 anos: 8 (7%)
Menos de 11 anos: 0 (0%)

Como era de se esperar, o grupo dos adolescentes e jovens em início da idade adulta são maioria. Mas o grupo dos cinquentões vem logo em seguida, sem grande diferença de percentual. Ao que parece, as faixas etárias dos visitantes do blog estão bem distribuídas. Sem dúvida, isso se deve ao fato de que o blog contém tanto informações aprofundadas e sérias quanto fotos e vídeos, que agradam principalmente aos que têm pouca paciência para fica lendo na internet.

Obrigado a todos pela participação!

Aliás, a partir de agora já está sendo realizada outra pesquisa: Que serviço/comodidade falta mais em Alcobaça? Veja a coluna direita do blog e participe!

Concurso: ganhe de presente um livro autografado sobre Alcobaça e Caravelas!

Fabio Data: 21.7.10

No próximo dia 1 de agosto o blog Diário de Alcobaça-Bahia completara 3 anos de existência. São 3 anos de muita informação e divulgação de nossa querida Alcobaça.

Para comemorar a data, o blog estará promovendo a partir de hoje um concurso imperdível. A participação é muito simples e o prêmio será um exemplar do livro O clã Almeida de Caravelas e Alcobaça. O livro é um relato biográfico e histórico sobre um dos clãs mais tradicionais de Alcobaça e Caravelas, de origem portuguesa e presença de mais de 300 anos no Brasil.

Quer participar e ganhar um livro imperdível? Então faça o seguinte:

1. Deixe um comentário aqui neste artigo com o seu nome e e-mail, respondendo à seguinte pergunta:
Qual é, na sua opinião, o maior benefício deste blog para Alcobaça?

2. No mesmo comentário, mencione o título de seu artigo favorito entre os quase 900 artigos publicados no blog. Pode escolher qualquer um, com foto, vídeo ou somente texto, mas tem de ser o seu preferido. (Dica: se você ainda não sabe qual é seu artigo preferido, vá para a coluna direita do blog, escolha um assunto na seção "Índice de assuntos" e a partir daí escolha o seu artigo preferido.)


Pronto! Só isso!

As regras do concurso são simples:
- QUEM PODE PARTICIPAR: Qualquer pessoa pode participar, em qualquer lugar do Brasil e do mundo.
- DADOS OBRIGATÓRIOS: O participante tem de deixar obrigatoriamente o nome e endereço de e-mail, que será usado para confirmar a participação e comunicar o ganhador.
- PRAZO DE RECEBIMENTO: Serão consideradas válidas todas as respostas recebidas de 21 de julho de 2010 até o dia 31 de julho de 2010. As respostas recebidas a partir de 1 de agosto de 2010 não terão validade.
- PUBLICAÇÃO DAS RESPOSTAS: Para não influenciar os demais participantes, os comentários com respostas só serão publicados depois do fim do concurso. Assim, todos ficarão livres para usar a imaginação. Todo participante receberá por e-mail uma confirmação de que seu comentário e resposta foram recebidos - mas tem de informar o e-mail no comentário!
- CRITÉRIOS DE ESCOLHA: Para ganhar o prêmio será escolhida a melhor resposta à pergunta Qual é, na sua opinião, o maior benefício deste blog para Alcobaça?, com base nos critérios de relevância (a resposta tem de ter a ver com a pergunta) e criatividade (a resposta tem de ser original). A escolha da melhor resposta será feita pelo dono do blog em processo soberano, não cabendo recursos, nem contestações.
- RESULTADO: O resultado será anunciado no dia 1 de agosto, dia do aniversário do blog.
- PRÊMIO: O prêmio será um exemplar do livro O clã Almeida de Caravelas e Alcobaça, impresso nos Estados Unidos com capa brilhante e autógrafo do autor, a ser enviado gratuitamente ao ganhador logo após o término do concurso.

E então? Está esperando o quê?

Aqui está novamente o passo-a-passo para você participar:

1. Deixe um comentário aqui neste artigo com o seu nome e e-mail, respondendo à seguinte pergunta:
Qual é, na sua opinião, o maior benefício deste blog para Alcobaça?

2. No mesmo comentário, mencione o título de seu artigo favorito entre os quase 900 artigos publicados no blog. Pode escolher qualquer um, com foto, vídeo ou somente texto, mas tem de ser o seu preferido. (Dica: se você ainda não sabe qual é seu artigo preferido, vá para a coluna direita do blog, escolha um assunto na seção "Índice de assuntos" e a partir daí escolha o seu artigo preferido.)

Feliz aniversário, Alcobaça!

Fabio Data: 20.7.10

Só para deixar registrado: hoje, 20 de julho, Alcobaça comemora 114 anos de emancipação política. No dia 20 de julho de 1896, a então vila de Alcobaça foi elevada à categoria de cidade. Mas, como se sabe, Alcobaça é muito mais velha que isso, pois a vila de Alcobaça nasceu oficialmente em 12 de novembro de 1772.

Feliz aniversário, Alcobaça!

Atualização em 29/12/2010:
Alcobaça acaba de ganhar um registro pioneiro de sua história com o recém-lançado livro História de Alcobaça-Bahia (1772-1958)! Clique na imagem abaixo para saber mais a respeito do livro:


Show de Amado Batista em Alcobaça no dia 21 de agosto

Fabio Data: 20.7.10


Divulgação do show de Amado Batista em Alcobaça. Clique para ampliar

Alcobaça receberá no dia 21 de agosto de 2010 o famoso cantor Amado Batista para um show que promete agitar a festa de São Bernardo, um dos eventos mais tradicionais e populares do calendário de festas de Alcobaça.

No ano passado, a festa de São Bernardo contou com a presença de Reginaldo Rossi, com grande sucesso de público - clique aqui para saber mais. Este ano, a festa promete ainda mais. Pelo jeito, a prefeitura não está poupando esforços para turbinar o calendário festivo da cidade.

Vale lembrar que o show de Amado Batista no dia 21 de agosto é gratuito!

Para ver outros artigos sobre a tradicional festa de São Bernardo em Alcobaça, clique aqui.

O legado dos Medeiros para a arquitetura histórica de Alcobaça

Fabio Data: 19.7.10

Já faz quase um ano que foi publicado o livro "O clã Medeiros de Alcobaça-Bahia", primeira obra da série sobre a história dos antigos clãs do extremo sul da Bahia. O livro continua entre os 10 mais vendidos no site Clube de Autores. Para quem ainda não o conhece, resolvi destacar aqui um trecho dele sobre o legado dos Medeiros para a arquitetura histórica de Alcobaça. Os Medeiros foram donos de alguns dos mais importantes prédios antigos de Alcobaça, construídos entre a segunda metade do século XIX e início do século XX. A história de algumas casa está indelevelmente ligada à história das famílias Medeiros que as habitavam. Vejam o trecho do livro:

As casas dos Medeiros em Alcobaça

O centro histórico de Alcobaça deve aos Medeiros alguns de seus prédios mais antigos, construídos na segunda metade do século XIX, e mais interessantes do ponto de vista arquitetônico. Alguns desses prédios foram objeto de estudo e recomendações de uma comissão técnica do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), que esteve em Alcobaça entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980.

A equipe do IPAC visitou, por exemplo, o casarão localizado na rua Pedro Muniz, número 190, que originalmente pertenceu ao capitão João José de Medeiros (1810-1878). Trata-se de uma casa assobradada em dois pavimentos com porão alto (onde, segundo a tradição popular, ficavam alojados escravos e criados da casa) e telhado de duas águas. Segundo a família, a casa teria sido construída por João José, provavelmente na segunda metade do século XIX. Com a morte de João José, o imóvel passou, por herança, a seu filho, o tenente-coronel Ismael Teixeira de Medeiros (1848-1909) e depois da morte deste, para a viúva Ritta da Costa Medeiros e seus filhos. Depois da morte de Ritta, a casa foi vendida ao dr. José Nunes da Silva, que, por sua vez, a vendeu ao turista mineiro Alor Lins, cuja família a tem usado como casa de férias.

Outro imóvel interessante no centro de Alcobaça que pertenceu aos Medeiros é aquele onde hoje funciona a Casa de Cultura, na praça Padre José Porfírio. Não foi possível identificar o ano exato de construção do prédio, mas é provável que tenha sido na segunda metade do século XIX. Por ocasião de uma visita de técnicos do IPAC a Alcobaça o prédio não foi incluído no inventário dos imóveis históricos do município, provavelmente porque naquela época ele já estava descaracterizado em relação à construção original, que era residencial e passou a ter uso público. A casa pertenceu originalmente ao coronel Antonio Garcia de Medeiros Jr. (1861-1945), prefeito da cidade no período da República Velha. Nessa mesma casa viveu durante anos a irmã de Garcia Jr., Honorina de Medeiros Telhada (1859-1955), por quem Garcia Jr. tinha especial consideração, inclusive confiando-lhe a criação de dois de seus filhos. Um desses filhos foi Antonio Garcia de Medeiros Netto (1887-1948), que mais tarde se tornou senador da República.

Após a morte de Garcia Jr., em 18 de outubro 1945, o imóvel passou por herança a seu filho Medeiros Netto, que morreu apenas três anos mais tarde, em 13 de fevereiro de 1948, deixando a casa a seus filhos. Por não terem interesse no imóvel, os herdeiros do senador Medeiros Netto, representados pelo filho mais velho Renato Rodenburg de Medeiros Netto (1925-1971), então Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, e pela viúva dona Carola Helena Rodenburg de Medeiros Netto (1898-1972), decidiram doar a casa ao município de Alcobaça. A doação deve ter ocorrido por volta de 1960. Segundo informações da família Medeiros Netto, a casa foi doada com o objetivo de abrigar uma escola que prestasse serviço ao povo de Alcobaça. Em 2 de novembro de 1963, o então prefeito de Alcobaça, Bráulio Nascimento, enviou uma carta à família Medeiros Netto agradecendo a doação e comprovando que o imóvel estava sendo usado para o fim planejado.

A escola de fato foi criada. Porém, já alguns anos depois, o prédio passou a ser utilizado não mais para abrigar a escola, mas para fins de recreação. A escola Garcia Júnior mudou-se para um prédio na rua Vila Penna, com o nome de Ginásio Garcia Júnior. Nesse período, o prédio original tornou-se uma espécie de clube para festas e eventos da cidade. Nos anos 1970, foi também sede da SOFLA (Sociedade Filarmônica Lira Alcobacense), uma banda responsável por tocar nas festas populares. No final dos anos 1990, passou a ter a denominação de Casa da Cultura.

Na atual praça da Caixa D’Água, esquina com a Avenida Sete de Setembro, está localizado outro imóvel dos Medeiros: uma casa tipo chalé com características tipológicas da primeira metade do século XX, pertencente a Manoel Euclides de Medeiros (1987-1970), ex-prefeito da cidade. O imóvel depois passou para a esposa de Manoel Euclides, Angelita Teixeira de Medeiros (1902-2008), que o doou a sua prima e afilhada Heloisa Medeiros, atual proprietária.

Na praça Pedro Antonio Nascimento, segmento da rua Joaquim Muniz, estão um conjunto de casas que, segundo a tradição, pertenciam ao casal Porcina Marianna das Virgens (1833-1900) e Antonio da Costa e Silva (1825-1899), patriarcas do ramo dos Costa Medeiros. As casas originalmente eram uma só, mas com a partilha dos bens do casal entre seus filhos, no final do século XIX, acabaram sendo divididas em várias residências, uma para cada filho. Hoje, seu aspecto está totalmente modificado. A da esquina com a Avenida Sete de Setembro, por exemplo, há anos foi transformada em loja pelos descendentes de uma das filhas do casal mencionado acima, Porcina da Costa Medeiros (1869-1935).

Além destes, outros edifícios históricos de Alcobaça estão diretamente relacionados aos Medeiros. O prédio da Prefeitura Municipal, que foi restaurado em 2008, teria sido construído, segundo a tradição popular, pelo coronel Garcia Jr., prefeito da cidade durante muitos anos na primeira metade do século XX. Devido à escassez de documentação pertinente, contudo, essa informação não pôde ser comprovada.

Da mesma forma, não pôde ser comprovada a informação de que a estrutura que envolve a Cacimba do Concelho, símbolo maior da cidade de Alcobaça, teria sido obra do mesmo prefeito Garcia Jr. Segundo estudiosos do IPAC-Bahia, a cacimba provavelmente data da segunda metade do seculo XVIII, mas a estrutura que a envolve tem elementos arquitetônicos típicos do final do século XIX, época em que Garcia Jr. “mandava” na cidade.

Por fim, outra relíquia arquitetônica de Alcobaça diretamente relacionada aos Medeiros é o sobrado dos Trancoso, mais conhecido como “sobrado do porto” ou “antiga cadeia”. Trata-se de um edifício em estilo neoclássico com localização privilegiada na Rua Senador Melgaço, número 5, às margens do rio Itanhém, em três pavimentos, construído, segundo a tradição, pelo capitão João Ferreira Trancoso (1829-1901). Por falecimento do capitão, o imóvel passa a pertencer à filha dele, Julita Ferreira Trancoso, que era casada em primeiras núpcias com Júlio de Carvalho Viana e em segundas núpcias com Felintho Muniz de Oliveira. Mais tarde, o sobrado pertenceu ao filho de Julita e Júlio, Júlio de Carvalho Viana Filho, que depois mudou de nome para Cândido Trancoso Sobrinho (1905-1970) e que o vendeu a seu tio, Antonio Garcia de Medeiros Netto (1887-1948). Finalmente, o imóvel foi doado pela família de Medeiros Netto à Prefeitura Municipal de Alcobaça, que o usava, nas décadas de 1960-1990, como cadeia. Atualmente, o prédio está passando por reformas para ser transformado em instituição cultural.

(Fonte: SAID, Fabio M. O clã Medeiros de Alcobaça-Bahia. São Paulo: edição do autor, 2009. pp. 280-284.)

E então, interessou-se pelo livro?

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Amanhecer na orla de Alcobaça

Fabio Data: 18.7.10


Amanhecer na orla Alcobaça. Foto: tieloenessa (clique para ampliar)

A ligação dos Almeida com a política baiana e nacional

Fabio Data: 16.7.10

Há alguns meses foi publicado o livro "O clã Almeida de Caravelas e Alcobaça", que conta a história de mais de 300 anos dos Almeida, uma família que saiu de Lisboa no século XVIII, passou por Salvador e no início do século XIX foi parar em Caravelas e Alcobaça. Quem ainda não viu o livro não sabe o que está perdendo, pois além da história das famílias que compõem o clã dos Almeida o livro traz ainda um verdadeiro mergulho na vida do extremo sul baiano nos últimos séculos (principalmente Alcobaça, Caravelas e Prado), com detalhes inclusive sobre fazendas antigas, costume e política, e também um pouco sobre figuras históricas de Santos (SP) e Curitiba (PR).

Abaixo, reproduzo um trecho do livro sobre a relação de quase 200 anos dos Almeida com a política. Vale lembrar que o clã Almeida é formado por diversas famílias, tais como os Neves, os Siquara, os Muniz de Almeida, os Almeida Galeão, os Almeida Alcântara etc. - todas com uma mesma origem genealógica comprovada.

Os Almeida e a política

Se há uma coisa que unifica as diversas famílias pertencentes ao clã dos Almeida é a política. Os Almeida são um clã de políticos.

Para início de conversa, quando os Almeida chegaram a Caravelas, há duzentos anos, os cargos militares que ocuparam inicialmente tinham forte conotação administrativa e política: capitão-mor, oficiais dos terços das ordenanças, alferes etc. Esses cargos, em geral, eram dados a cidadãos respeitados que tivessem alguma representatividade na elite local.

Após a Independência, foram criadas duas instituições que reforçaram a presença do clã Almeida na vida política: a Guarda Nacional e as Câmaras Municipais. A Guarda Nacional foi criada como instituição militar de defesa dos municípios e desde o início, devido a seu caráter local, tinha fortes conotações políticas: para ser nomeado alferes, coronel, capitão etc., o indivíduo tinha de ter determinada renda anual e ser indicado por outros membros da corporação, fazendo com que se formasse uma espécie de “panelinha”. Essa panelinha, mais tarde, acabou gerando o termo “coronelismo”, que indica um fenômeno da história do Brasil através do qual os homens da elite rural, donos de terras, acabam recebendo (ou até “comprando”) os cargos políticos mais importantes do município.

A outra instituição criada após a Independência do Brasil foi a Câmara de Municipal, que na época era chamada de “Concelho” com “c” e correspondia, na prática, a um conselho de governo com poderes legislativos e executivos, já que seu presidente exercia funções que correspondem hoje ao cargo de prefeito. Assim, durante todo o Brasil Império, os presidentes da Câmara Municipal eram o mesmo que prefeito. Após o fim do Império, criou-se o Conselho de Intendência para substituir as Câmaras Municipais e o presidente desse conselho era o intendente, que também tinha funções dos atuais prefeitos. Foi somente na década de 1930 que surgiu a denominação “prefeito” para designar o chefe do executivo municipal, já perfeitamente separado do corpo do legislativo, formado pela Câmara Municipal ou Câmara de Vereadores.

Em Caravelas, os Almeida começaram a ocupar a Câmara Municipal desde os primeiros anos. José Ignácio de Almeida, por exemplo, foi presidente da Câmara pelo menos duas vezes, entre 1833 e 1845. Ernesto Caetano de Almeida foi intendente na mesma cidade no início do século XX. Em 1907, João Vicente Castro de Almeida ganhou a eleição para intendente, mas foi impedido de tomar posse, desencadeando uma grave batalha política.

Mais tarde, os irmãos Jesus Siquara, descendentes de uma Almeida, passaram a atuar na política caravelense. Moacyr de Jesus Siquara foi prefeito em 1955-1958, seguido de Achiles, em 1963-1966. Enquanto isso, Elias foi presidente da Câmara Municipal durante vinte anos.

Em Prado, Orlando Sulz de Almeida foi prefeito na segunda metade do século XX.

Em Itabuna, o caravelense José de Almeida Alcântara teve carreira mais longa: foi prefeito em 1959-1963 e 1967-1971 e deputado estadual em 1963-1967.

Os Almeida foram políticos também em outros Estados. Em Santos (SP), Mário de Almeida Alcântara, irmão de José de Almeida Alcântara, foi presidente da Câmara Municipal em 1948-1951. Na mesma cidade, João Galeão Carvalhal foi intendente em 1891-1892 e 1905, deputado estadual por São Paulo em 1892-1897, deputado federal eleito em 1897 e mais tarde senador estadual por São Paulo em 1923. Seu filho João Galeão Carvalhal Filho foi deputado estadual por São Paulo em 1925-1927, Secretário do Interior em 1927 e deputado federal eleito em 1930. Outro filho, Manoel Galeão Carvalhal, foi prefeito de Santos em 1904-1905, 1916-1917.

Por fim, em Curitiba (PR), o caravelense Cyro Persiano de Almeida Vellozo foi intendente em 1895-1896.

Esta lista preliminar de membros do clã Almeida que foram políticos não inclui os cônjuges de mulheres Almeida que também foram políticos, nem os inúmeros Almeida que foram vereadores em cidades como Alcobaça, Caravelas e Teixeira de Freitas.

(Fonte: SAID, Fabio M. O clã Almeida de Caravelas e Alcobaça. São Paulo: edição do autor, 2010. pp. 203-204.)

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Nota de falecimento: Umbelina Tavares (1924-2010)

Fabio Data: 11.7.10

Faleceu na noite de sexta-feira, 9 de julho, em Santos (SP), dona Umbelina Tavares de Souza. Dona Umbelina era alcobacense, nascida no dia 21 de agosto de 1924, filha mais nova do casal Philogonio Tavares e Heráclia Santanna, que eram donos de um dos casarões antigos no porto de Alcobaça.

Vivia em Santos há muitos anos em Santos, no litoral paulista, com sua filha, mas nunca deixou de cultivar as amizades que mantinha com seus conterrâneos alcobacenses.

O Diário de Alcobaça-Bahia deixa registrados à família de dona Umbelina Tavares de Souza os sentimentos pela perda.

Família do jogador Bruno do Flamengo sofre humilhações e dificuldades financeiras em Alcobaça

Fabio Data: 10.7.10

Nesta semana, Alcobaça entrou no noticiário nacional. Tudo graças ao "caso Bruno". A família do goleiro Bruno Fernandes das Dores Souza, do Flamengo, que foi acusado e preso por envolvimento no assassinato de uma ex-amante sua, mora em Alcobaça. O jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria ontem afirmando que os irmãos de Bruno, estudantes do Centro Educacional de Alcobaça (CEA), estão sofrendo humilhações dos colegas por causa da exposição do goleiro na mídia nacional. A matéria conta com entrevistas com professores do CEA. Aqui está a matéria:

Familiares do goleiro Bruno sofrem humilhações na Bahia
MATHEUS MAGENTA

Dois meios-irmãos do goleiro Bruno Fernandes, de 11 e 13 anos, passaram a sofrer humilhações na escola onde estudam no município de Alcobaça, (sul da Bahia) depois que o jogador foi apontado como suspeito de envolvimento no desaparecimento da ex-amante Eliza Samudio.

De acordo com Maria da Pena Silva Souza, diretora do Centro Educacional de Alcobaça, os garotos foram chamados pelos colegas de "assassinos" e "irmãos de assassino" durante a semana.

"Precisei conversar com todos os alunos da escola, passar de sala em sala para acabar com essas piadas de mau gosto. Eles não têm culpa do que aconteceu. São apenas crianças", afirmou Souza.

Segundo ela, os garotos não deixaram de ir às aulas, apesar de estarem tristes com a situação. A diretora também ameaçou acionar o Conselho Tutelar do município caso as chacotas continuem.

Para Carlos Lindemberg, coordenador pedagógico da escola, as crianças que fizeram as brincadeiras de mau gosto com os irmãos do goleiro "não têm maldade".

"Elas relacionaram as informações que estão 24 horas na mídia com o parentesco dos garotos. Mas depois de conversarmos com todos sobre solidariedade e proteção, eles entenderam e as piadas acabaram", disse ele.

Ao mesmo tempo, a Globo enviou correspondente a Alcobaça para entrevistar a avó do jogador (que aparece na foto acima com o jogador), que também mora em Alcobaça. Dona Luceli Alves de Souza, de 65 anos, é aposentada como professora de Ciências Sociais e analista administrativa e é responsável pelo sustento também da mãe de Bruno, Sandra Cássia Souza de Oliveira Santos, que, segundo a reportagem da Globo, recebe Bolsa Escola no valor de 102 reais.

Assista abaixo à entrevista da Globo com a avó de Bruno:





Bruno Fernandes das Dores Souza nasceu Bruno em Belo Horizonte em 23 de dezembro de 1984. Revelado pelo Atlético Mineiro, clube pelo qual jogou de 2004 a 2006, Bruno estreou no Campeonato Brasileiro de 2005. Em 2006, jogou pelo Corinthians, passando para o Flamengo no mesmo ano. Como goleiro, ganhou o Campeonato Carioca em 2007, 2008, 2009, a Taça Rio em 2009 e o Campeonato Brasileiro também em 2009. Foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Carioca de 2007, 2008 e 2009 e 3º melhor goleiro do Campeonato Brasileiro em 2006 e 2009. O jogador foi criado pela avó paterna e cresceu afastado da mãe e dos familiares da mãe, que moram em Alcobaça.

Para entender o suposto envolvimento do goleiro Bruno no assassinato de sua ex-amante, a paranaense Eliza Samudio, clique aqui e leia o infográfico da Folha de São Paulo.

Chamada de contribuições para a festa de São Bernardo de 2010

Fabio Data: 7.7.10


Imagem de São Bernardo durante a procissão do dia 20 de agosto de 2009.
Foto: Jorge Júnior (clique na imagem para ampliar)


A Festa de São Bernardo, que acontece todos os anos em Alcobaça no mês de agosto, está se aproximando, e a comissão organizadora deste ano já está nos preparativos para um dos eventos mais importantes do calendário de Alcobaça. E, como sempre, os recursos da paróquia não são suficientes para cobrir os gastos. Por isso, a comissão organizadora está pedindo a colaboração de alcobacenses e admiradores da festa de São Bernardo e de Alcobaça para complementar o orçamento da festa. Veja os detalhes nesta carta enviada pela comissão organizadora:

Conterrâneo(a) amigo(a):

A Comissão de festas do nosso Glorioso Padroeiro São Bernardo, empenhada no brilhantismo das solenidades de 2010,conta com o valioso apoio e ajuda financeira de amigos(as) e devotos(as) do nosso Excelso Abade de Claraval. Jesus, por intercessão de São Bernardo, nos proteja.

Para enviar sua contribuição:
JORGE CRUZ SANTOS
AGÊNCIA 4492-X
CONTA 10.443-4
BANCO DO BRASIL

A Comissão Organizadora dos Festejos em Honra ao Glorioso São Bernardo, padroeiro da nossa cidade Alcobaça, Bahia

Jorge Cruz Santos e família - Coordenador
Maria de Lourdes Cruz Santos - vice coordenadora
Juracy Nunes - secretário
Artur Antunes Viana Borges e família - Tesoureiro
Sirineu Cordeiro Correia e família - Segundo Tesoureiro
Bernardo da Silva Souza e família
Marival Cruz Santos
Hilda Santos lima
Maria do Socorro Cruz Santos
Éden Oliveira Santos e família
Messias Borges
Clédsa Alcântara Nascimento
Antonio Domingos Alves e família
Pedro Lemos dos Santos e família
Uelton Luiz da Silva Boamorte e família
Jaleide dos Santos Simões

Blog com novo visual

Fabio Data: 1.7.10


Novo visual do blog Diário de Alcobaça-Bahia. Clique na imagem para conferir.

Daqui a um mês, o blog Diário de Alcobaça-Bahia completará três anos de existência. E, já entrando em clima de comemoração, ele acaba de ganhar um novo visual: mais bonito (com uma imagem que remete ao entardecer na praia da Barra), mais moderno, mais fácil de navegar e mais concentrado no conteúdo.

Se você ainda não conferiu o novo visual do blog, clique aqui.